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Introdução |
Logística Na data de aceitação da proposta de prestação de serviços pela SSP-RJ, a Lightship Brasil encontrava-se em processo de exportação da aeronave SN014. Essa aeronave, que havia sido utilizada nos últimos anos para cumprimento de um programa de propaganda aérea, estava estocada em conteineres na zona secundária de alfândega. Mantinha válidos no entanto, seus certificados de registro e aeronavegabilidade, junto ao Registro de Aeronaves Brasileiras - RAB. A outra opção disponível para envio ao Brasil, uma aeronave A60 de matrícula australiana, só poderia ser exportada em 90 dias. Desse modo, a solução para atendimento aos prazos propostos pela SSP-RJ foi a suspensão do processo de exportação do SN014. A reserva do hangar da Base Aérea de Santa Cruz, em curto prazo, foi possível graças a colaboração da Força Aérea Brasileira, através dos 3º Comando Aéreo Regional e Comando-Geral do Ar. As plataformas necessárias à montagem foram contratadas à empresa SOTREQ. O transporte dos conteineres entre o porto do Rio e a BASC foi feito em 29 de julho. A inspeção preliminar do envelope do SN014 revelou a impossibilidade de substituição dos adesivos da camada superior, que protege o envelope dos raios ultravioleta. Uma vez que não havia perspectiva de nova adesivagem promocional, optou-se pelo uso eventual de faixas laterais, mantendo o envelope na condição básica. Uma análise detalhada, após a inflagem de teste, confirmou as condições dentro dos padrões aceitáveis de segurança. Em 18 de agosto o dirigível foi inflado com gás hélio, adquirido à empresa Air Liquide. Posteriormente, um excessivo consumo de hélio nas quatro primeiras semanas de operação iriam revelar a existência de um vazamento na junção do cone frontal, que foi reparado em 15 de setembro. Após a inflagem, os técnicos do fabricante conduziram a inspeção anual do equipamento, antecipada para evitara a ocorrência de atividade significativa de manutenção durante o período do contrato. A Wescam encarregou-se da importação da câmera 12DS200 em regime de admissão temporária para demonstração. Em 27 de agosto foi instalada e testada a câmera, cuja plataforma foi usinada por fabricante local. Os testes no solo foram conduzidos por profissional da WESCAM, que ministrou ainda instrução aos operadores de sistema recrutados pela LB. Em 2 de setembro, a plataforma foi apresentada formalmente à SSP-RJ, em condições operacionais. A base de operações, na sede campestre do Clube de Aeronáutica, na Barra da Tijuca, sofreu um processo de reparação do terreno, para comportar as atividades do dirigível. Durante todo o decorrer do programa, a escolha
do local para a base de operações revelou-se acertada. A freqüência de transmissão foi cedida à SSP-RJ pela TV educativa, por determinação da ANATEL. O suprimento de peças do sistema de geração, transmissão e retransmissão de imagens foi dificultado significativamente pela ineficiência organizacional e pelo sistema de comunicações interno da WESCAM. Ao final do programa foram identificados fornecedores locais para quase todos os componentes do sistema de imagens, o que permitirá sem dúvida um ganho de confiabilidade operacional. A câmera MX14TS foi entregue pela WESCAM com diversos problemas de interface eletrônica, o que encurtou o período de teste do equipamento. O módulo de resfriamento dos sensores infravermelho também apresentou mal funcionamento, devido ao longo tempo de operação em velocidades muito baixas. Entre as câmeras testadas, a MX14TS norte-americana foi a que melhor resultado apresentou, no entanto considerando a ligeira diferença entre esse modelo e a MX15QS canadense, e sobretudo as restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos, a última seria mais recomendável para futuros programas de vigilância urbana. Para atividades de controle ambiental e considerando-se a relação custo - benefício, a 12DS200 revelou-se o equipamento ideal. A impossibilidade de manter um estoque de suprimento alfandegado, devido à natureza experimental do programa, dificultou o suprimento, uma vez que foi necessário conduzir um processo específico para cada componente importado. Alguns aspectos logísticos foram desse modo responsáveis por custos extraordinários, conforme o capítulo seguinte. |