Página de abertura

Introdução
Sumário
O Conceito C3I
Planejamento
Fase de Operações   
Logística
Finanças
Política
Externalidades
Divulgação
Conclusão

Introdução

O Estado do Rio de Janeiro, sob o ponto de vista de segurança pública, chega ao ano de 2002 numa delicada situação. É o resultado de anos de uma política de Estado que tem se mostrado negligente diante de seus deveres para com a sociedade.

A Segurança Pública tem um quadro caótico de desorganização e desarticulação das forças policiais, acompanhada de uma significativa elevação dos indicadores de violência e criminalidade, com gravíssimos conflitos entre grupos criminosos rivais, sobretudo nas regiões da Grande Tijuca, Complexo da Mineira, Barra da Tijuca e Complexos da Maré e do Alemão.

Após a fase dos seqüestros, hoje o tráfico de drogas desceu do morro e tomou conta do asfalto. As vias expressas da cidade do Rio de Janeiro vivem sob a égide do terror. A falta de ações integradas, comunicação e aparelhagem, que possam fazer frente ao forte armamento utilizado pelos criminosos, tem deixado a sociedade indefesa.

Os programas sociais, única forma efetiva de resgate da cidadania, necessitam a garantia da ação policial repressiva, para evitar o constrangimento das comunidades por grupos armados, impondo terror e aliciando os jovens, sobretudo nas áreas carentes.

A noção de defesa social implica em uma política de caráter sistêmico que visa integrar as ações de Governo Federal, Estadual e Municipal, com a participação da sociedade civil. Dentro dessa perspectiva englobadora, cooperativa e multisetorial, os órgãos integrantes dos sistemas de Justiça Criminal, Segurança Pública e Defesa Civil são identificados como agentes fundamentais na construção cotidiana da ordem pública democrática.

A sensação de insegurança e a falta de credibilidade dessas organizações que vêm provocando a mudança de hábitos da população projeta ainda uma imagem extremamente negativa, com indesejáveis conseqüências para o turismo receptivo.

A situação das organizações policiais, com veículos antigos, policiais desatualizados e sem o preparo necessário, mal armados e sem sequer munição apropriada, distantes das altas tecnologias atualmente disponíveis, torna quase que impossível um eficiente combate ao crime.

E mais, as faltas de dureza e rigor absoluto no combate à criminalidade, de apoio logístico para a área de inteligência, de integração entre os órgãos de segurança e as polícias, de controles e comandos unificados, nos trouxeram a atual situação, ou seja, a capital do estado e sua região metropolitana estão transformadas em sinônimo de medo e violência. A população se sente amedrontada e ameaçada pela criminalidade.